sábado, 2 de agosto de 2014
Vale de Lágrimas
Era um vale de lágrimas mais forte que o sonho do plebeu. Era uma sede ardente de puro desejo de água beber.
Era um véu de esperança no deserto da vida que ele nasceu.
Era uma praga mais forte que a do Egito. Ah ele suspirou desalento, e se perguntou:- Como a isso sobreviver? Pois não era um mar de pessoas, nem haveria um Moisés para lhe socorrer. Era um andar solitário, um choro sentido sem ninguém para ver.
Era um verdadeiro vale de lágrimas, sem testemunhas para lhe consolar. Era um perguntar sem respostas, nem tão pouco um talvez!
Ah era um andar e andante..num deserto irritante era um andar sem prazer.
Era um indo pra lugar nenhum de sufocante espera..Será que era o morrer?
E aquela sede gritante, um andar já cambaleante de sofrer e sofrer...
..Oh..era um correr de repente..Céus será um delírio?Ou água irá beber..
Era um brilho distante, talvez bem farsante de água a correr..chegando mais perto..
Oh era enfim meu Deus! Um oásis.Sorridente o andante corre para beber!..
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um texto que identifica bem o seu estado de espírito atual. Um "vale de lágrimas"... "uma sede ardente"... perguntas sem respostas... deserto... São alegorias ou metáforas que exibem as ranhuras em seu coração romântico e apaixonado. Será que acertei? ou será que estou redondamente enganado ou equivocado. Mas acho que não... De qualquer maneira o texto é inquietante. E, por isso, ele tem um inefável valor. (Luiz Ilasan)
ResponderExcluirLuiz Ilasan,sinceramente nem bem eu sei,era um momento ,onde as palavras foram fluindo emergendo e tendo voz,poderia sim ser um estado de espírito.É como a música ,entendo que o compositor compõe de acordo com seu estado de espirito,Alegre a melodia é uma,em estado de desolação ou divagação é outra.
ResponderExcluirObrigada pelo valioso comentário.