segunda-feira, 21 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Pingo da Chuva
Sou o pingo da chuva que cai e escorre
Sou o mar bravo e calmo
Sou o rio de águas límpidas e claras
Ah! Sou o pedregulho duro e selvagem
Sou a seiva do caule que chora todas as manhãs..
Também sou o orvalho das mesmas manhãs
Sou a terra vermelha e com pó pela estrada..
..Que caminha em curvas perigosas
Sou o vento que o tempo leva e traz
Sou o tempo que o vento carrega depois faz voltar
Sou a rosa de todas as cores de vários amores..
..Sem nunca ser flor
Eu sou o arco íris que Deus criou para colorir
Eu sou o colorido que chora e que ri grita e..
..Muda de cor
Eu sou a varinha da fada madrinha..
Que nunca usa para si mesma
Eu sou o beija-flor sem flor e sem
mel pra sugar
Eu sou o número “ímpar” quem chega
Tão perto traz azar (?)
Ah! Mas às vezes também sou o “par”
Que tudo que toca faz brilhar
Eu sou o pingo da chuva que brota no céu da esperança
Mas que quando cai começa a chorar
Eu sou o cansaço em pessoa de anos de luta..
..que cai do céu em forma de chuva e que procura
Um abrigo pra não derreter
Sou a chuva que cai do céu da esperança
Em forma de água pra sobreviver
Sobreviver da esperança que um dia
O dono da chuva lhe prometeu
O maestro do céu regeu a orquestra e o
Acorde da música se faz surgir
Surgir de um pingo de chuva atrás
da esperança que o dono da chuva
O maestro da vida me prometeu
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Suprema Angústia
É completamente inexplicável o que o poeta sentiu agora.
E talvez ele nem saiba explicar seu coração neste momento
Mas tenta explicar: é algo parecido com uma angústia imensurável
Acho que seria como querer morrer... Deixar de existir não ser
mais nada..partir para além do horizonte, morrer!!
E assim a alma sofrida e angustiosa descansaria finalmente.
Ah seria o fim...
Ah seria o fim dessa dor no peito prestes a explodir..
De angustia e melancolia e aquele grito parado
na garganta afinal será liberado,e cujo eco poderá então ser ouvido até
os confins da terra.
Será então o descanso eterno.. Enfim a felicidade, a paz e o coração alado
que voa...
Nunca mais choros e velas, peito sufocado pela angústia, mas que se cala.
Cala-se!Palavras e lagrimas presa no subsolo que é a vida.
E nem sonhar é preciso, pra que se nunca se realizam?
Somente as dúvidas e os porquês são concretos, ao menos para mim.
Para esta triste e pobre alma.
Você esta achando tudo muito lúgubre fúnebre?..mas é assim que esse
Poeta sente agora neutramente lúgubre
É a seiva que se perdeu no caule, é a raiz que não brotou por pura.
falta de chuva.
É, faltou chuva no jardim deste pobre angustiado e alucinado poeta que vos fala.
Ah!! Ouço agora um barulho da porta que se abre..será a morte enfim?
Assinar:
Postagens (Atom)
