terça-feira, 15 de abril de 2014

Pingo da Chuva

Sou o pingo da chuva que cai e escorre Sou o mar bravo e calmo Sou o rio de águas límpidas e claras Ah! Sou o pedregulho duro e selvagem Sou a seiva do caule que chora todas as manhãs.. Também sou o orvalho das mesmas manhãs Sou a terra vermelha e com pó pela estrada.. ..Que caminha em curvas perigosas Sou o vento que o tempo leva e traz Sou o tempo que o vento carrega depois faz voltar Sou a rosa de todas as cores de vários amores.. ..Sem nunca ser flor Eu sou o arco íris que Deus criou para colorir Eu sou o colorido que chora e que ri grita e.. ..Muda de cor Eu sou a varinha da fada madrinha.. Que nunca usa para si mesma Eu sou o beija-flor sem flor e sem mel pra sugar Eu sou o número “ímpar” quem chega Tão perto traz azar (?) Ah! Mas às vezes também sou o “par” Que tudo que toca faz brilhar Eu sou o pingo da chuva que brota no céu da esperança Mas que quando cai começa a chorar Eu sou o cansaço em pessoa de anos de luta.. ..que cai do céu em forma de chuva e que procura Um abrigo pra não derreter Sou a chuva que cai do céu da esperança Em forma de água pra sobreviver Sobreviver da esperança que um dia O dono da chuva lhe prometeu O maestro do céu regeu a orquestra e o Acorde da música se faz surgir Surgir de um pingo de chuva atrás da esperança que o dono da chuva O maestro da vida me prometeu

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Suprema Angústia

É completamente inexplicável o que o poeta sentiu agora. E talvez ele nem saiba explicar seu coração neste momento Mas tenta explicar: é algo parecido com uma angústia imensurável Acho que seria como querer morrer... Deixar de existir não ser mais nada..partir para além do horizonte, morrer!! E assim a alma sofrida e angustiosa descansaria finalmente. Ah seria o fim... Ah seria o fim dessa dor no peito prestes a explodir.. De angustia e melancolia e aquele grito parado na garganta afinal será liberado,e cujo eco poderá então ser ouvido até os confins da terra. Será então o descanso eterno.. Enfim a felicidade, a paz e o coração alado que voa... Nunca mais choros e velas, peito sufocado pela angústia, mas que se cala. Cala-se!Palavras e lagrimas presa no subsolo que é a vida. E nem sonhar é preciso, pra que se nunca se realizam? Somente as dúvidas e os porquês são concretos, ao menos para mim. Para esta triste e pobre alma. Você esta achando tudo muito lúgubre fúnebre?..mas é assim que esse Poeta sente agora neutramente lúgubre É a seiva que se perdeu no caule, é a raiz que não brotou por pura. falta de chuva. É, faltou chuva no jardim deste pobre angustiado e alucinado poeta que vos fala. Ah!! Ouço agora um barulho da porta que se abre..será a morte enfim?