quarta-feira, 9 de abril de 2014
Suprema Angústia
É completamente inexplicável o que o poeta sentiu agora.
E talvez ele nem saiba explicar seu coração neste momento
Mas tenta explicar: é algo parecido com uma angústia imensurável
Acho que seria como querer morrer... Deixar de existir não ser
mais nada..partir para além do horizonte, morrer!!
E assim a alma sofrida e angustiosa descansaria finalmente.
Ah seria o fim...
Ah seria o fim dessa dor no peito prestes a explodir..
De angustia e melancolia e aquele grito parado
na garganta afinal será liberado,e cujo eco poderá então ser ouvido até
os confins da terra.
Será então o descanso eterno.. Enfim a felicidade, a paz e o coração alado
que voa...
Nunca mais choros e velas, peito sufocado pela angústia, mas que se cala.
Cala-se!Palavras e lagrimas presa no subsolo que é a vida.
E nem sonhar é preciso, pra que se nunca se realizam?
Somente as dúvidas e os porquês são concretos, ao menos para mim.
Para esta triste e pobre alma.
Você esta achando tudo muito lúgubre fúnebre?..mas é assim que esse
Poeta sente agora neutramente lúgubre
É a seiva que se perdeu no caule, é a raiz que não brotou por pura.
falta de chuva.
É, faltou chuva no jardim deste pobre angustiado e alucinado poeta que vos fala.
Ah!! Ouço agora um barulho da porta que se abre..será a morte enfim?
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"Suprema angústia". Este texto fala de morte. No entanto, o que seria da vida sem a morte. Mas antes da morte haverá o grito; haverá a melancolia; haverá a dor. Antes da morte há vida em plenitude: e vida é sofrimento: é angústia. E quando a nossa garganta já não dizer mais nada, a garganta já estará cortada. E aí já não teremos voz. A morte, enfim, virá. Já ouço ela me chamando... Texto que exprime angústia, mas também vida. (Luiz Ilasan)
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