segunda-feira, 24 de março de 2014

FELICIDADE

Ela existe em fios soltos do qual Pobres mortais tentam Alcançá-la e te-la a todo custo É como tentar se agarrar numa corda de água viva Quando se vê afogando no mar sozinho É uma luta desenfreada E desesperada Para sobreviver A felicidade pra mim é como ser isso Um dia feliz outro nem tanto Outros em que o sorriso morre nos lábios E o brilho de alegria morre nos olhos E o coração acelera de tristeza querendo chorar Haverá um sonho pra mim Um sonho de amor e felicidade Haverá um sol a brilhar para mim Nesse marasmo de altos e baixos De sonhos que nunca se realizam É a corda viva se soltando... E a água do mar revolto querendo me engolir Eu me pergunto, haverá para mim uma primavera... Cheia de flores sucesso e alegria Já que a felicidade um dia me abandonou Um belo dia ela me abandonou... O dia em que nasci é foi assim! Naquele dia os pássaros se calaram As uvas não brotaram na parreira O céu de um azul límpido ficou cinza E a brisa parou, o orvalho segurou sua seiva. O vento ficou parado no ar, segurando o fôlego. Não, não era um prelúdio, era fato, um fato triste. E desconcertante, a natureza se comoveu, mas. Nada pode fazer... Era a falta de felicidade chegando no ar Fazer o que? A ordem era parar, parar qualquer sinal, Que gerasse felicidade, o vento, o sol a primavera. A brisa e o doce orvalho e as belas uvas verdes num pé Respladencente e de vivas folhas que dariam vida a outras E consequentemente um lindo pé de uvas abrilhantaria o pomar E o cheiro de frutas verdes.. Anunciando a chegada de outras maduras e saborosas. Ah sim naquele momento tudo o que era belo parou, dando; Lugar para a não felicidade que acabava de chegar Eu chorei assim que nasci até aí tudo certo O estranho seria se não tivesse chorado, já que a felicidade abandonou desde o nascimento Pois o choro, ele sim era um prelúdio de.. Que muitos outros viriam milhares deles, Cujas lágrimas seriam as mesmas a se tornar um mar Aquele mar revolto, do qual eu teria que lutar bravamente para. Não me afogar na onda da infelicidade, que o vento prendeu seu folego. A brisa, o sol, o orvalho, aquele pássaro que segurou seu vôo. Aquela uva que não nasceu, adiou seu broto para o dia seguinte. Todos eles, todos! Inclusive a vida Negaram-me a felicidade no dia em que nasci.. Bem naquele dia!

Um comentário:

  1. Há sim um céu que brilha pra você. E você sabe disso. Eu sei que sabe! Ademais, o que é essa tal felicidade, senão alguns vagos momentos de alegria e contentamento? Mas entendo a sua terapia individual. As palavras criam e modificam, mas elas também matam. Foi "bem naquele dia" que você realmente nasceu. Tal metáfora gera infinitas interpretações... E que o pássaro preferido de ti carregue tuas palavras até o céu. (Luiz Ilasan)

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